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O efeito Kübler-Ross

07/02/2012

Olá pessoal !! há muuuito tempo que não escrevo por aqui se não para noticiar alguma novidade do processo. Como o processo (burocrático) chegou ao fim, acabamos deixando de lado o blog, mas não esquecemos ele completamente.

Eu (Mauricio) acabei ficando saturado nos últimos 2 anos, foram tantas decisões e mudanças que não me empolgava muito em escrever. O tempo passou, idéias se acumularam e agora é hora de transbordar um pouco 😉

Algo que para nós tem sido muito curioso é observar o olhar do outro sobre toda essa história de processo Québec. Mais especificamente o processo de compreensão/aceitação se repetiu no nosso caso e sempre me pareceu muito com aquele processo do luto, que eu nem sabia o nome direito e encontrei como sendo o processo de Kübler-Ross. Páááááára tudo !

< cláusula de falta de compromisso teórico >

Pausa para um aviso ! não sou especialista e não quero fazer aqui nenhuma análise aprofundada. Apenas estou reproduzindo um pensamento (veja bem PENSAMENTO !!! NÃO TEORIA!!!) SEM compromisso teórico algum.

Dito isso, se algo que eu disser for muito idiota , por favor me corrijam !

</cláusula de falta de compromisso teórico >

O que eu gostaria com este post é relatar a nossa percepção e assim ajudar quem está em meio ao processo para saber o que poderá enfrentar, para mim teria sido menos tenso certas etapas se eu já tivesse pensado melhor sobre essas possibilidades de comportamento.

Segundo o que eu futriquei na internet os 5 passos são : negação, raiva, barganha, depressão, aceitação.

De modo geral, os familiares mais próximos passaram por essas fases, ao descobrirem simplesmente faziam de conta que aquilo era uma aventura de duas crianças que logo iria passar. A raiva eu diria que veio em forma de um sentimento de estarmos virando as costas para a família. No nosso caso a barganha foi pouca (risos) mas a depressão para alguns tem sido longa chegando somente agora, após 3 anos de processo na etapa de aceitação.

Ao nos afastarmos um pouco daqueles que são mais próximos, os 5 passos ficam um pouco mais complicados de serem identificados, mas alguns são beeeem visíveis 😉

Para um grupo significativo de conhecidos nossos, percebemos reações diversas, as quais vou resumir.

A negação foi a mais duradoura, pois esse grupo ao nosso entender estavam “pagando pra ver” até o final mesmo. Simplesmente ignoravam (ou ainda ignoram) o as novidades BOAS do processo, sempre perguntando como anda a questão mas ignorando completamente a notícia de que tudo terminou bem.

Alguns ficaram na raiva até hoje , ao menos é essa a conclusão que eu chego quando a pessoa pára de falar comigo no dia seguinte a notícia de que o processo tinha terminado. Outros tiveram reações mais exaltadas, nos acusando de ingratos para com a família e até rolou um lance nacionalista.

A barganha fica por conta daqueles que não falavam há anos (5 ou mais !) e não davam a mínima para nós e de uma hora pra outra começam a perguntar como é para ir visitar, se podemos enviar “encomendas” de lá, ou seja, algo que os familiares e melhores amigos não fizeram, esses foram descarados na hora da “barbadinha” 😀

Eu acho completamente normal a reação dos mais próximos, o que eu espero de alguém que não seja tão chegado é algo menos superficial, é claro que estes foram uma minoria.

O que eu fico curioso é se isso é algo comum, se aconteceu para aqueles que estão no processo também.

Bom , era isso , tenho outros tópicos que quero escrever, mas isso fica para um próximo post.

Mauricio S.

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  1. 01/04/2012 às 22:46

    Olá Mauricio!

    Identifico muito do que você fala.

    Alguns até falam de nós no passado… é como se fossemos para outro “plano”, e não outro país.

    Abraços!

    Jane.

  2. 08/02/2012 às 12:47

    Bom, como só contamos para os mais próximos ainda não tivemos a fase da barganha rsss
    Talvez nossos pais estão nesse momento entre a depressão e aceitação!
    Abs.,
    Neila

  3. Betania
    07/02/2012 às 17:13

    Olá! Acho que para nós foi parecido…os familiares próximos não querendo entender tão bem que somos responsáveis e senhores de nossas escolhas. Mas como a mudança será inevitável, resta a aceitação. Eu e meu marido estamos indo entre abril/maio próximos, somos do interior do RS e eu sou arquiteta e ele engenheiro mecânico. Boa viagem a vcs!
    Abraço, Betania.

    • Mauricio
      07/02/2012 às 17:24

      Pois então Betania , é bem por aí mesmo , acho q resta a aceitação. É provável que nós iremos em junho, pois ainda estamos aguardando o fechamento de algumas coisas por aqui.
      obrigado pelo comentário

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